Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Padrões de Distribuição das Espécies Arbóreas Endêmicas do Bioma Mata Atlântica
Anna Thinen, Márcio Werneck

Última alteração: 2011-09-13

Resumo


Introdução

A Mata Atlântica possui apenas 11% da vegetação original, dos quais 7% são remanescentes florestais bem conservados. O desmatamento provocado desde a sua colonização e ocupação territorial tornou-a fragmentada em toda a sua extensão. Ela situa-se nos maiores núcleos urbanos e industriais do Brasil, apesar de tão ameçada abriga um altíssimo endemismo, ou seja, espécies que só se encontram nessa região e por isso se tornam vulnerávies a sofrerem extinção. Acredita-se que a riqueza da Mata Atlântica varie em torno de 14.552 espécies de plantas vasculares, cerca de 2% das espécies do planeta. Dessas, 6.933 são endêmicas, ou seja, cerca da metade da diversidade de plantas vasculares desse bioma são exclusivas dessa formação. Das 6933 espécies, plantas vasculares endêmicas da Floresta Atlântica 6.663 são angiospermas, 1 é gimnospermas e 269 são pteridófitas. A partir desses dados, a Mata Atlântica se torna o quinto hotspot mais rico em endemismo.

Objetivo

Elaborar um banco de dados georreferenciado de espécies arbóreas endêmicas da Mata Atlântica. Determinar centros de endemismo no bioma e verificar o nível de proteção das espécies em áreas de proteção integral.

Metodologia

O projeto foi dividido em três etapas: área de estudo, compilação da informação e análise de dados. A área de estudo será a Mata Atlântica lato sensu, ou seja, um bioma composto por uma série de tipologias ou unidades fitogeográficas, constituindo um mosaico vegetacional. A compilação de informação será a elaboração de um banco de dados sobre a biodiversidade de arbóreas da Mata Atlântica. A análise de dados consistirá na formatação do banco de dados e a criação de um mapa de ocorrência pontual através do programa DIVA-GIS.

Resultados

A listagem de espécies endêmicas apresentou 1766 espécies, das quais 1562 foram utilizadas para determinar os centros de endemismo da Mata Atlântica. As espécies não utilizadas não foram localizadas nos principais herbários do país e de alguns do exterior ou seus registros não continham informação suficiente para atribuir coordenadas geográficas. Essa listagem gerou 112.253 registros de ocorrências de espécies arbóreas, que proporcionou a determinação de alguns centros de endemismo que estão parcialmente protegidos por algumas Unidades de Conservação de Proteção Integral.

Conclusão

Os centros de endemismo apesar de apresentarem Unidades de Conservação de Proteção Integral – UCPI’s sobrepostas não configuram mais da metade da área endêmica. Sendo assim, seria viável a implementação de novas Unidades de Conservação que utilizam como critério de implementação a ocorrência de espécies endêmicas.