Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Inovação tecnológica e desigualdade? Uma análise do setor farmacêutico
Silas Furtado

Última alteração: 2011-09-20

Resumo


Introdução

A inovação é considerada fundamental numa escala competitiva ao proporcionar o aperfeiçoamento e desenvolvimento contínuos.

Contudo, inovar propicia o destaque de um produto em relação aos demais, e isso evidencia um grande problema, a disparidade. A pesquisa envolvida trata deste fenômeno na indústria farmacêutica. 

Objetivos

Análisar a indústria farmacêutica nacional e global de modo a relacionar a desigualdade como efeito da inovação, e propor soluções que, ao menos, atenuem as discrepâncias. 

Metodologia

A pesquisa faz uma revisão bibliográfica dos fundamentos e assuntos relevantes que despertem o senso crítico à temática, estabelece o perfil da indústria farmacêutica através de dados de órgãos estatísticos e assim, estabelece relações espaciais e temporais com aspectos sociais. 

Resultados

A indústria farmacêutica brasileira apresenta traços particulares. Tem estrutura de oligopólio diferenciado, em que poucas empresas dominam a maioria do mercado e são subsidiárias das principais multinacionais. Isso gera acirrada concorrência com foco nos custos ou na diferenciação e cria uma necessidade permanente de inovações por parte das empresas, que é custosa.

Embora existam políticas públicas que incentivem a produção de genéricos e laboratórios oficiais que promovam maior acesso das classes, ditas carentes, aos medicamentos; o setor que atende às classes baixas é carente de inovação. Medicamentos mais eficazes e de ponta são restritos por valores, geralmente justificados pelas patentes. O país desponta entre os dez maiores mercados de movimentação farmacêutica, mas tem uma dependência externa extrema. Obviamente isso atinge diretamente o setor social, já que as maiores empresas investem nas matrizes que estão em outros países.

Existem profundas falhas na condução da situação da indústria farmacêutica no Brasil. É expressiva a diferença existente entre os estados e, amplamente, entre as regiões geográficas do país. Diversos dados analisados conduzem à superioridade do Sudeste frente às demais regiões nacionais, e isso cria uma relação direta entre o acesso à saúde e a representatividade econômica da região. 

Conclusão

A inovação na indústria farmacêutica está direcionada, de forma geral, à disputa por lucros. No entanto, o acesso à saúde de qualidade para todos deve pautar o setor. Para isso, é de suma importância a integração e cooperação de centros de pesquisa e universidades, promotores do conhecimento; indústrias, como responsáveis por gerenciar a distribuição e comercialização que atenda a todos; e o governo, promotor do acesso universal e igualitário. É necessário inovar, é substancial inovar para todos. O acesso à tratamentos eficazes deve ser buscado para toda sociedade.