Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Avaliação do potencial combustível da biomassa de microalgas marinhas
Rodolfo Sbrolini Tiburcio, Joana D'Arc Aparecida da Costa, Thaís Abreu Nunes, Thaís Cristina Sellare, Fernando Takashi Kanemoto, Flávia Marisa Prado Saldanha-Corrêa, Sônia Maria Flores Gianesella, Iolanda Midea Cuccovia, Antonio Carlos Monteiro, Patricia Helena Lara dos Santos Matai, Ana Maria Pereira Neto

Última alteração: 2011-09-10

Resumo


Introdução

Projeções apontam que a população mundial aumentará de 6,6 bilhões em 2008 para 9,2 bilhões em 2050 e o aumento do consumo de combustíveis fósseis será cada vez maior em razão do rápido crescimento da economia de países. Uma alternativa plausível para contornar esse problema é a diversificação da matriz energética a partir do uso de fontes de energia renováveis, as quais podem substituir os combustíveis fósseis e, consequentemente, reduzir as emissões de CO2 atmosférico. Neste contexto, as microalgas são potenciais candidatas para a produção de combustível devido a uma série de vantagens para o aproveitamento energético de sua biomassa. Diversas companhias petrolíferas (Exxon/BP/Chevron/Shell/Neste Oil) estão investindo em pesquisas com microalgas para fins energéticos.

Objetivo

Propõe-se a estimativa do potencial combustível da biomassa de microalgas marinhas para a avaliação do seu emprego para fins energéticos.

Metodologia

C. minutissima (cepa pertencente ao Banco de Microrganismos Marinho do IOUSP), foi cultivada em meio Guillard f/2 em água do mar estéril, previamente coletada no estuário de Cananéia (salinidade 28-30), mantido à 20 (±1)°C e radiância de 300 μE.m-2.s-1, com ciclos de luz e escuro de 12h x 12h.

As metodologias propostas por Pernet & Tremblay (2003) e Miao & Wu (2006) foram adaptadas e utilizadas no processo de extração e quantificação dos lipídios. E foi realizada a análise elementar da biomassa seca, isto é, a avaliação do teor de carbono, hidrogênio e nitrogênio, e determinado o poder calorífico em bomba calorimétrica.

Resultados e Discussão

Após levantamento bibliográfico e cruzamento de informações da literatura científica, Chlorella minutissima foi selecionada para avaliação do seu potencial combustível, pois este gênero é considerado promissor para produção de combustíveis com concomitante tratamento de efluentes.

O valor de poder calorífico superior determinado corresponde a 9,75MJ/kg com 21,53% de carbono. Por exemplo, para da madeira, o valor é de 18,69MJ/kg. Porém, esta biomassa contém 49,90% de carbono. Embora C. minutissima tenha apresentado um poder calorífico menor que o da madeira, ela apresentou um menor teor de carbono, indicando um maior potencial energético da biomassa.

Conclusão

Portanto, com a estimativa do potencial combustível da biomassa de microalgas marinhas é possível avaliar o seu potencial para fins energéticos e selecionar espécies para produção de biocombustíveis. Além disso, este tipo de biomassa apresenta os parâmetros necessários para produção de biocombustíveis de forma sustentável: curto ciclo de vida, alto teor lipídico, alta produtividade de biomassa, co-produtos de alto valor agregado, entre outras características.