Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Estudo da dinâmica de detritos orbitais
Claudia Celeste Celestino, Bruno Almeida Barcelos

Última alteração: 2011-09-10

Resumo


Introdução: A crescente exploração do espaço pelo homem trouxe avanços consideráveis para a humanidade em várias áreas desde a engenharia até a biologia, mas como consequência iniciou-se a "poluição" do espaço. Tudo que é levado pelo homem para além da atmosfera e não tem utilidade é classificado como detrito espacial, isto inclui, por exemplo, satélites que pararam de funcionar, ferramentas perdidas por astronautas em exploração espacial, destroços de missões malsucedidas, restos de colisões de satélites, etc. Cada explosão de satélite gera um número considerável de detritos, e como cada vez mais satélites são colocados em orbita, o número de detritos está aumentando exponencialmente. Objetivo: Estudar numericamente o efeito isolado e conjunto das perturbações do achatamento e de pressão de radiação solar com a meta de descrever o comportamento orbital dos detritos espaciais associado com estas perturbações em função da altitude, e tamanho dos detritos espaciais. Metodologia: Integração numérica das equações de movimento de uma partícula, considerando o sistema dinâmico de dois corpos, sujeita ao efeito da pressão de radiação solar e ao achatamento terrestre. Foram considerados detritos espaciais com tamanho entre 1 cm a 1 µm e altitudes LEO, GEO e MEO e um programa desenvolvido em linguagem em FORTRAN. Resultados: A pressão de radiação solar pode ser considerada um dos fatores naturais de remoção associada a alguns tamanhos de partícula visto que altera a excentricidade da órbita da partícula até que esta venha a colidir com a Terra ou escapar do sistema dinâmico adotado.