Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Estudo Da Resistência à Corrosão Intergranular Do Aço Inoxidável AISI 304 Submetido A Diferentes Condições De Laminação A Frio
Viviane Cássia de Paula, Renato Altobelli Antunes

Última alteração: 2011-09-11

Resumo


Introdução

A ocorrência da sensitização pode causar falha por corrosão sob tensão em tubulações de aços inoxidáveis austeníticos em indústrias químicas. Pode-se utilizar um tratamento térmico de solubilização para promover a dissolução dos carbonetos formados durante a exposição do material à faixa de temperatura crítica para sensitização, resfriando-o rapidamente em seguida. É importante conhecer como a deformação plástica sofrida pelos materiais empregados na fabricação destas estruturas afeta sua resistência à corrosão intergranular. O aço inoxidável AISI 304 é comumente utilizado nestas aplicações. Existem diversos relatos de falha deste material em virtude de sua susceptibilidade à corrosão intergranular.

Objetivos

O objetivo do trabalho foi avaliar a resistência à corrosão intergranular do aço AISI 304 após diferentes condições de solubilização e deformação plástica por laminação a frio.

Metodologia

O material foi solubilidade a 1000, 1050 e 1100 graus Celsius por 1h. Depois, foi laminado a frio com reduções de 10% a 70%. Após laminação, foi feito tratamento térmico de sensitização a 675 graus Celsius por 8, 16 e 24 h. Em seguida, a resistência à corrosão intergranular foi avaliada utilizando-se a técnica de reativação potenciocinética eletroquímica de ciclo duplo (DL-EPR) e também com base na norma ASTM A262 (teste do ácido oxálico). A microestrutura das amostras foi observada por microscopia óptica.

Resultados

O teste do ácido oxálico permitiu observar que houve corrosão intergranular, formando estrutura do tipo vala em todas as amostras até 60& de redução. Para as amostras de 70% devido ao ataque ter sido muito intenso, não foi possível observar com clareza a região intergranular. Os resultados do teste DL-EPR indicaram alto grau de sensitização para as amostras laminadas até 10% e para reduções acima de 10% observou-se a diminuição do grau de sensitização.

Conclusão

A temepratura de solubilização de 1050 graus Celsius produziu as amostras com maior resistência à corrosão intergranular. As observações da microestrutura por microscopia óptica permitiram identificar alterações de acordo com o grau de redução de espessura do material e tempo de sensitização. O teste DL-EPR apresentou capacidade suficiente de detectar a corrosão intergranular para amostras com diferentes graus de redução de espessura e temperatura de sensitização. Os resultados indicaram que a porcentagem de deformação plástica por laminação a frio tem influência marcante sobre o grau de sensitização do aço 304.