Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Utilização de eletrodo modificado de RuOHCF para quantificação de Ranitidina em sistema em fluxo
Thiago Paixão, William Reis de Araújo

Última alteração: 2011-09-11

Resumo


Introdução: Ranitidina (C13H22N4O3S) é um fármaco amplamente utilizado no tratamento da úlcera duodenal, gástrica benigna, esofagite péptica e outras desordens gástricas, agindo como um anti-ácido gástrico e reduzindo a produção de pepsina, porém encontra-se na literatura descrições de efeitos colaterais associados ao uso de ranitidina com grave hepatotoxicidade geralmente causados principalmente por altas doses.Objetivos: Desenvolvimento de método analítico que seja rápido, preciso e exato para a quantificação de ranitidina em formulações farmacêuticas.Metodologia: Foi utilizado um potenciostato μAutolab e um arranjo de 3 eletrodos, para as análises em fluxo foi utilizado uma cela do tipo wall-jet. Para a formação do filme, foi realizada a varredura de potencial (-0,5-1,3V) em solução K3[Fe(CN)6] 1mM, RuCl3 1mM, HCl 0,05M e NaNO3 0,5M e utilizou-se como eletrólito/solução transportadora HCl 0,05M e NaNO3 0,5M. Resultados: Utilizou-se eletrodos de Au, Cu, Pt e CVítreo, sendo que apenas neste último a ranitidina demonstrou ser eletroativa em sua superfície, porém apresentando baixa sensibilidade e alto potencial de oxidação. Sendo assim, realizou-se a modificação pelo filme de RuOHCF e observou-se que na superfície eletrôdica modificada ocorreu a antecipação do processo de oxidação da ranitidina (aproximadamente 0,5V), além do aumento da corrente de oxidação para a mesma concentração de ranitidina adicionada à célula eletroquímica quando comparado com o resultado obtido com o eletrodo de carbono vítreo sem modificação. Verificada a potencialidade de se utilizar o eletrodo modificado, pensou-se em utilizar o mesmo como detector amperométrico em FIA, sendo portanto realizado testes de otimização dos parâmetros para a análise em condições hidrodinâmicas, e assim, nas condições otimizadas do sistema, realizou-se análises de soluções padrões de ranitidina e construiu-se uma curva de calibração com a seguinte equação: (I / μA) = 1,7 x 10-8 + 0,1495(Cranitidina/µmol L-1) e R2 = 0.99896. O limite de detecção foi estimado como sendo de 25 nmol L-1. Analisou-se 3 diferentes amostras farmacêuticas e os resultados foram concordantes tanto com os valores do fabricante quanto o reportado pelo método oficial. Conclusões: A oxidação da ranitidina demonstrou ser facilitada após a modificação da superfície eletródica do carbono vítreo com RuOHCF. Com isso, a utilização de eletrodo modificado como detector amperométrico em sistema FIA alcançou parâmetros analíticos interessantes e propiciou a diminuição do limite de detecção para a quantificação da ranitidina quando comparado com outros métodos eletroquimicos.