Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Análise de atividade lenta positiva em recém-nascidos prematuros usando eletroencefalografia quantitativa
Francisco J. Fraga, Rodrigo Munhoz

Última alteração: 2011-09-13

Resumo


Introdução: Em unidades de tratamento intensivo neonatal a eletroencefalografia (EEG) é uma importante ferramenta de monitoração e diagnóstico. A detecção automática de eventos de atividade elétrica cerebral de recém-nascidos prematuros (RNPTs) extremos (<28 semanas de Idade Gestacional-IG) pode complementar a análise visual na caracterização da maturação cerebral. Objetivos: Desenvolver uma análise quantitativa para sinais de EEG (em repouso) de recém-nascidos prematuros a fim caracterizar e mapear, por meio de algoritmos computacionais, eventos de atividades elétricas cerebrais lentas de acordo com a localização dos eletrodos e a idade pós-gestacional (IPG = IG + semanas pós-nascimento) no momento do exame. Metodologia: O estudo apresenta análise quantitativa de 42 exames de EEG (em repouso) de RNPTs saudáveis com IPG entre 27 e 43 semanas e IG entre 24 e 34 semanas.  Por meio do processamento dos sinais (bipolares) de EEG, usando filtros de fase linear nas bandas de frequência δ, θ, α, β e γ, realizamos a detecção de atividade lenta positiva (duração: 0,5-5s, amplitude: 50-250μV). Foram analisadas as seguintes variáveis de EEG quantitativo: porcentagem de atividade lenta positiva (PALP), duração média da atividade lenta positiva, amplitude e porcentagem de energia presente na atividade lenta positiva para as bandas δ, θ, α, β e γ. Aplicamos a todas as variáveis os testes estatísticos ANOVA e Turkey. Os exames foram agrupados em três faixas de IPG (em semanas): 27-31 (G1, 10 exames), 32-36 (G2, 24 exames), 37-43 (G3, 6 exames). Resultados: A PALP foi a única variável que apresentou diferenças significativas ( p < 0,05) entre os grupos analisados.  O teste ANOVA mostrou significância nas derivações Fp2-C4, Fp2-T4 e T4-O2 ( G1 PALP = 1,73%, G2 PALP = 5,7% e G3 PALP = 2,72%). O teste Turkey também apresentou diferenças significativas para os grupos de IPG 27-31 semanas e IPG 32-36 semanas. A duração da atividade lenta  ficou entre 0,7 e 0,9 segundos para os três grupos.  As amplitudes permaneceram entre 80 e 105 µV para todos os exames. Conclusões: A média da PALP apresentou diferença significativa entre grupos com diferentes idades pós-gestacionais para as regiões fronto-polar e fronto-temporal direitas. Mais estudos são necessários para compreender o significado destes achados. Também pretendemos aprimorar os atuais algoritmos bem como estendê-los para realizar análises quantitativas de outras variáveis, e.g. a porcentagem de atividade rápida sobreposta às ondas lentas.