Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Educação para a Cidadania: reflexões a partir do Emílio, de Rousseau
Patrícia Del Nero Velasco, Rafael Cavalcanti Braga Moraes

Última alteração: 2011-09-01

Resumo


INTRODUÇÃO

Dentre as diretrizes e bases da educação nacional, encontra-se a formação para o exercício da cidadania. O presente trabalho visa fundamentar a noção de cidadania, tomando como referência o filósofo Jean-Jacques Rousseau.

OBJETIVOS

O objetivo da pesquisa “Educação para a Cidadania: reflexões a partir do Emílio, de Rousseau” foi duplo: estudar a proposta pedagógica de Rousseau na obra Emílio (2004) e, igualmente, encontrar subsídios na proposta rousseauniana para fundamentar a ideia de uma educação para a cidadania.

METODOLOGIA

Por ser uma pesquisa filosófica, seguiu a metodologia usual na área: levantamento bibliográfico; problematização; discussão dos conceitos; reflexão e crítica dos conteúdos estudados; construção de argumentação.

RESULTADOS

Rousseau considera o homem naturalmente bom e, portanto, propõe uma “educação da natureza”: o verdadeiro objetivo da educação é capacitar as pessoas para fazerem o pleno uso de sua liberdade e, com isso, chegar à felicidade.

Todo o aprendizado da criança deve se basear na experiência. Até os 12 anos, as necessidades que ela sente são o guia para sua formação e lidar com as adversidades, o exercício constante a que deve se submeter. Dos 12 aos 15 anos, o infante deve estudar as relações existentes na natureza, bem como deve entrar em contado com trabalhos manuais. Passa, pois, a relacionar-se com a sociedade, reconhecendo as necessidades dos outros e começando a formar seus próprios juízos. A formação moral, contudo, ocorre entre os 15 e os 20 anos de idade, época em que o adolescente deve evitar ser corrompido pelos desejos e pelas vaidades que dominam as cidades.

Se o homem é caracterizado pela individualidade e o cidadão por ser parte de um corpo social, Rousseau propõe primeiramente a formação do homem, o qual ao conhecer a si mesmo, será livre (sabendo o que é necessário e o que é útil à vida humana) e, finalmente, apto a exercer seu papel de cidadão. O homem que se conhece, conhece a natureza humana; como esta é boa, faz com que o homem valorize sua vida e a das outras pessoas.

CONCLUSÃO

A proposta de Rousseau prioriza uma formação a partir do que é necessário e do autoconhecimento. Sendo livre, o homem pode viver com dignidade e felicidade, inserindo-se na sociedade e contribuindo para o bem-estar dos outros.