Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Obtenção e caracterização de HtrA de Staphylococcus aureus: possível alvo vacinal
Marcelo Bergamin Zani, Hana Paula Masuda, Ana Paula Mattos Arêas

Última alteração: 2011-09-11

Resumo


Introdução: Staphylococcus aureus é um patógeno em potencial relacionado principalmente a infecções hospitalares, sendo mais associadas a pacientes imunodeprimidos. Nos últimos anos, diversas linhagens resistentes a antibióticos têm surgido na comunidade. Como não há vacinas disponíveis contra este patógeno, proteínas conservadas têm sido consideradas boas alternativas antigênicas. O presente projeto se propôs a estudar as proteínas da família HtrA, altamente conservadas em S. aureus e outros organismos. Proteínas HtrA são proteases, relacionadas à manutenção celular, necessária quando o patógeno sofre choques térmicos, osmóticos ou químicos, como ocorre durante uma infecção. S. aureus possui em seu genoma dois genes da família HtrA, encontrados em uma região relacionada a fatores de virulência.

Objetivos: Obter e caracterizar as proteínas HtrA de Staphylococcus aureus.

Metodologia: Foram realizadas análises in silico buscando os possíveis epitopos lineares disponíveis reconhecidos por MHC de Classe I e II nas sequências dessas proteínas de interesse, utilizando o portal Immune Epitope. Para a etapa de clonagem, buscou-se sítios de restrição que não estivessem presentes nas sequências dos genes htrA1 e htrA2, utilizando a ferramenta NEBcutterV2.0. Após o desenho dos primers, através da ferramenta DNA calculator, os genes foram amplificados por PCR, utilizando DNA genômico de S. aureus como molde. Posteriormente, estes genes foram purificados para clonagem em vetor apropriado, pDRIVE (Qiagen).

Resultados: Foram encontrados 11 epitopos de alta afinidade para MHC de Classe I e 21 de Classe II para a HtrA1, além dos resultados apontarem para uma região mais imunogênica, do aminoácido 118 ao 142. Para a proteína HtrA2 foram encontradas 23 epitopos para MHC de Classe I e 8 de Classe II. A análise de sítios de restrição permitiu a escolha das enzimas BamHI e HindIII para a clonagem do gene htrA1, e BamHI e MluI para htrA2, no vetor pAE, um vetor de expressão em Escherichia coli. As reações de amplificação e a purificação dos genes foram eficientes, embora não tenha sido possível ainda a clonagem dos genes em pAE, por imprevistos experimentais.

Conclusão: As proteínas apresentaram inúmeros epitopos de alta afinidade, corroborando a hipótese das HtrAs serem bons candidatos vacinais. Embora apenas as etapas de clonagem tenham sido realizadas, por imprevistos experimentais, o projeto se mantém promissor, uma vez que poucos trabalhos sobre as HtrAs de S. aureus foram publicados até o momento.