Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Ideologia e Fidelidade Partidária: a influência da ideologia petista na fidelidade dos estudantes eleitores da UFABC.
Vanessa Elias de Oliveira, Jennifer Prioli Cardozo

Última alteração: 2011-09-13

Resumo


INTRODUÇÃO

            O estudo dos fatores que determinam o comportamento eleitoral consiste em objeto de destaque nos estudos sobre comportamento político-eleitoral (Meires, 1994). Preferência partidária é uma das facetas deste, tema aqui abordado.

Estudo da ESEB (2002) mostrou que 23% da população brasileira consideram-se fiel ao Partido dos Trabalhadores (PT), enquanto outros grandes partidos têm porcentagem de eleitores fiéis bem inferiores. Por outro lado, estudos mais recentes (Veiga, 2007) demonstram uma queda da identificação partidária, sendo o PT o que sofreu maiores perdas, embora continue a apresentar taxa de identificação partidária muito superior à dos demais (Barômetro das Américas, 2006 e 2010).

OBJETIVO

A pesquisa tratou de dois temas correlatos: identidade ideológica e fidelidade partidária. Para isso, verificou-se se a elevada identificação com o PT pelo eleitorado brasileiro se reflete nos eleitores da UFABC e se é reflexo do conhecimento de sua ideologia e programa partidários.

Averiguou-se se e em que medida a população jovem de eleitores discentes da UFABC apresenta uma forte identificação e/ou fidelidade partidária com o PT ou com outros partidos, espelhando (ou não) a distribuição verificada no eleitorado brasileiro.

METODOLOGIA

            Primeiramente um questionário piloto foi testado com uma amostra e, após adequações, o questionário final foi aplicado em 185 alunos, buscando dados sobre a identificação ideológica, preferência partidária, modo de escolha dos candidatos pelo eleitor, entre outros.

RESULTADOS

            Os resultados encontrados permitem-nos delinear um perfil geral do estudante eleitor da UFABC, sendo este personalista e com dificuldades em criar laços de identificação com os partidos do espectro partidário brasileiro. Apenas 30,4% alegaram possuir identificação partidária e a 45,6% dos que admitiram qualquer tipo de ligação, admitiram-na com o PT.

            Aquele que se considera fiel a algum partido não necessariamente apoia as coligações do mesmo e, ainda, a hipótese de que a ideologia é fator válido para previsão de voto foi comprovada, pois eleitores leais ao PT consideram-se de esquerda ou centro, enquanto fiéis a partidos de direita consideram-se de direita.

CONCLUSÃO

            O perfil dos eleitores estudantes da UFABC não difere daquele exposto por Radmann (2001), que se apega mais às características pessoais do candidato do que a informações sobre seus feitos e do contexto partidário no qual está inserido, além desse eleitor demonstrar diminuto interesse pela política. Também apresentaram baixa taxa de identificação partidária, embora não possuam o perfil de “eleitor fiel inconsequente”, não votando no partido independente das coligações assumidas.