Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Síntese e caracterização de depósitos mesoporosos de Azul da Prússia
Karen Martins Crivellaro, Roseli Sato, Pablo Fiorito

Última alteração: 2011-09-11

Resumo


Introdução

O presente trabalho apresenta a fabricação de filmes mesoporosos de Azul da Prússia utilizando a técnica de litografia coloidal, visando a construção de dispositivos  eletrocrômicos. A metodologia consiste na deposição e ordenação de pequenas esferas coloidais que funcionam como molde. Os filmes finos de um composto inorgânico polimérico, como o Azul da Prússia, apresentam características de considerável interesse, por possuir propriedades singulares e diferentes estados de oxidação possíveis[1]. Para a caracterização dos filmes, são utilizadas técnicas microscópicas, como microscopia de força atômica (AFM) e técnicas eletroquímicas como voltametria cíclica normal, potenciometria, amperometria e espectroscopia de impedância eletroquímica.

 

Objetivos

Estudar as propriedades eletrocrômicas de filmes mesoporosos de Azul da Prussia.

 

Metodologia

Para a obtenção dos filmes mesoporosos de Azul da Prússia (PB), são utilizados como substratos eletrodos de óxido de estanho dopado com índio (ITO); os quais são limpos para remoção de impurezas que possam estar na superfície sendo tratados em seguida com PAH par a que a superfície seja positivamente carregada. Apos é realizada a deposição de poliestireno (PS), com diâmetros de 600 e 800 nm, sob o substrato, seguido de tratamento térmico a fim de promover o empacotamento das nanoesferas de PS. A formação do filme de PB se processa por meio da eletrodeposição do Azul da Prússia utilizando a técnica de cronoamperometria, onde foi aplicado um potencial de 0,4V. Após a formação do filme de PB o mesmo é imerso em solvente orgânico com a finalidade de remoção das esferas de PS para formação das cavidades no filme.

 

Resultados

Primeiramente foram realizados estudos de microscopia de Força Atômica para comprovar a formação das estruturas moldadas com as nanoesferas de PS. Após realizou-se estudos de eletrocromismo, onde verificou-se que o filme mesoporoso de PB apresenta melhores respostas em relação ao filme massivo de PB, uma vez que o tempo

de resposta para a mudança de cor foram menores que no caso de filmes sem estruturação. Tal fato está relacionado com o processo difusional das espécies responsáveis pela compensação de cargas durante os processos redox do filme. A estabilidade do filme mesoporoso também mostrou-se melhor do que em filmes massivos.

 

Conclusão: Filmes mesoporosos de azul da prússia possuem melhores propriedades eletrocrômicas quando comparados com os filmes finos simples, devido a presença de cavidades que facilitam o processo difusional.