Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

Tamanho da fonte: 
Simulação e Caracterização da Óptica do Telescópio MonRAt de Raios Cósmicos
Marcelo Augusto Leigui de Oliveira, Guilherme Manara Silva

Última alteração: 2011-09-11

Resumo


Introdução: Os Raios Cósmicos são partículas oriundas do espaço, que penetram na atmosfera terrestre, com velocidades próximas a da luz, possuindo assim uma grande quantidade de energia. Sendo que algumas desenvolvem altas energias, próxima de 10²ºeV. Temos que ao penetrar na atmosfera a partícula, colide com as moléculas do ar, sendo possível sua detecção graças ao efeito de ionização e a criação de partículas nos chuveiros atmosféricos extensos (CAEs). Para capacitar esta detecção foi desenvolvido o Monitor de Radiação Atmosférica (MonRAt), que é um experimento compacto capaz de medir a radiação de fluorescência na atmosfera gerada por raios cósmicos de energias entre 100 PeV e 100 EeV. Assim através da caracterização e simulação da óptica do telescópio Cassegrain, buscamos uma nova estrutura óptica para o equipamento a fimde contribuir com dados relevantes sobre a fluorescência atmosférica.

Objetivo: Desenvolvimento e caracterização de novos parâmetros para a construção de um telescópio de fluorescência, baseado na ótica desenvolvida por Guillaume Cassegrain.

 

Metodologia: Temos que para a determinação de todos os parâmetros foi utilizada a capacidade computacional, através do desenvolvimento de um software que auxilia nas simulações, sendo que os principais parâmetros a serem determinados foram as concavidades de cada espelho e as disposições destes no equipamento. Assim todos os parâmetros que buscamos devem estabelecer a melhor configuração para a detecção dos chuveiros atmosféricos extensos.Resultados: Após todas as simulações conseguimos encontrar uma configuração que nos possibilita a captação de até 7°, sendo uma banda de 3,5° centro-norte e outra banda de 3,5° centro-sul. Temos então que a concavidade do espelho primário ficou estabelecida em 27, e a disposição do espelho secundário em 118,7 milímetros (no eixo cartesiano, sendo que o espelho primário esta fixado na posição 300 milímetros do mesmo). Logo esta configuração nos permite varrer aproximadamente cinco quilômetros de abertura se considerarmos que um CAE começa a se desenvolver a quarenta quilômetros do equipamento.

Conclusão: Ao longo de todo o processo de pesquisa tivemos como objetivo encontrar o melhor padrão geométrico para a óptica do equipamento, estabelecemos como padrão a ótica desenvolvida por Guillaume Cassegrain; assim esperamos que esta nova configuração reflita positivamente em sua contribuição para captação de novos eventos, possibilitando a formalização da óptica do equipamento, e que esta nos exiba melhores resultados acerca da máxima angulação zenital, para podermos prosseguir com nosso trabalho e realizar o desenvolvimento pleno equipamento.