Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

Tamanho da fonte: 
Papel das aferências dopaminérgicas ao estriado dorsal na memória aversiva avaliada pelo condicionamento de medo ao som
Marcelo Tognato Ximenes, Sara Joyce Shammah-Lagnado, Maria Gabriela Menezes Oliveira, Tatiana Lima Ferreira

Última alteração: 2011-09-11

Resumo


O estriado dorsal (DS) está envolvido em vários processos de aprendizagem e
memória, tais quais a memória de procedimento, a aprendizagem de hábitos, a
associação com recompensa e a aprendizagem emocional. Trabalhos prévios do
nosso laboratório verificaram que o DS e as projeções da amígdala para o DS
estão envolvidos na mediação do condicionamento clássico de medo ao som,
mas não do condicionamento de medo ao contexto. Vários estudos sugerem que o envolvimento do DS em processos de aprendizagem e
memória depende das aferências dopaminérgicas da substância negra compacta
a esta estrutura. A proposta do presente trabalho é avaliar o papel
das projeções dopaminérgicas ao estriado dorsal na tarefa de condicionamento
de medo ao som.
Os animais foram submetidos à lesões químicas bilaterais no estriado dorsal
utilizando-se 6-OHDA (6-hidroxi-dopamina), causando lesão seletiva dos
neurônios dopaminérgicos. Sete dias após a cirurgia, os animais foram
submetidos ao treino da tarefa de condicionamento .Vinte e quatro
horas (teste 1), 7 dias (teste 2) e 14 dias (teste 3) após o treino, os
animais foram submetidos aos testes comportamentais.  Não foram observadas diferenças
significativas entre os grupos lesão e controle no desempenho da tarefa de
condicionamento clássico de medo avaliados no dia do Teste 1 (ANOVA de duas
vias: (F(1,16)=0,19; p > 0,05)); Teste 2 (ANOVA de duas vias: F(1,16)=0,09;
p > 0,05)) e também no Teste 3 (ANOVA de duas vias: (F(1,16)=0,71; p >
0,05)). No experimento no qual foi administrado um antagonista dopaminérgico do
tipo D1 por meio de cânulas guia no DS, os resultados também não demonstraram
diferenças significativas entre os animais controle e experimentais no
desempenho da tarefa de memória emocional. No entanto, como a análise
histológica encontra-se em andamento existe a possibilidade de algumas mudanças
nos resultados observados.

Apesar do claro envolvimento do estriado dorsal
com o medo condicionado ao som (Ferreira et al., 2003; 2008), os resultados
encontrados no presente trabalho sugerem que as aferências dopaminérgicas
para esta região cerebral não estão envolvidas na mediação deste tipo de
memória emocional.