Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Uma avaliação da radio toxicidade dos resíduos de alta para um cenário das Usinas Nucleares Brasileiras de acordo com o Plano Nacional de Expansão Energética 2030
José Rubens Maiorino, Andres Caseiro Guilhem

Última alteração: 2011-09-14

Resumo


O trabalho faz uma avaliação da radio toxicidade que seria produzida pelas Usinas Nucleares Brasileiras num cenário de 7 Usinas operando em 2030, de acordo com os planos oficiais de expansão do setor energético, que aponta a introdução de adicionais 4000 MW(e), ou 4 novas Usinas além de ANGRA I, II e III. Foi considerado que todos os reatores seriam PWR.  O parâmetro calculado foi a radio toxicidade relativa dos resíduos nucleares de baixa e média (LLPP – Long Lived Fission Products e HLW – High Level Waste) em relação à radiotoxicidade do Urânio Natural versus tempo. Todos os cálculos foram feitos usando o ORIGEN-S. Os resultados mostram que seriam necessários 100 000 anos para a radiotoxicidade decair ao nível do urânio natural. Tal resultado indica que seria necessário tomar uma decisão sobre como armazenar o resíduo nuclear. A primeira opção seria a construção de um repositório geológico profundo, com barreiras naturais e de engenharia para conter este resíduo da biosfera. A segunda opção seria uma adoção de Ciclos de Combustível Fechados com Partição e Transmutação do resíduo nuclear, para o qual estudos internacionais têm demonstrado que isto reduziria o tempo de decaimento ao nível do Urânio Natural por um fator de cem. Tal opção traria o tempo de confinamento para o mesmo critério usado para Low e Medium Level Waste, além de reduzir o volume de resíduo a ser estocado.