Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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O efeito da incorporação de aditivos pró-oxidantes em polipropileno
Derval dos Santos Rosa, Alexandre Silveira

Última alteração: 2011-09-19

Resumo


Introdução: Devido aos problemas ambientais enfrentados atualmente, propõem o uso de aditivos pró-oxidantes em materiais com ciclo de vida baixo. Estes aditivos têm a função de acelerar a degradação do polímero. Objetivos: Este trabalho tem como objetivo avaliar os efeitos da degradação e biodegradabilidade induzida por um aditivo pró-oxidante e poliacetal (POM) em polipropileno (PP). Devido a baixa energia da ligação carbono/oxigêncio espera-se avaliar a capacidade pró-oxidante do POM. Busca-se, por fim, obter um novo material biodegradável. Metodologia: Foram preparadas sete formulações contendo teores de 0, 1, 2 e 3% de POM e d2w preparadas pela extrusão da resina de PP com os aditivos. Utilizou-se das análises do comportamento mecânico das amostras para avaliar o desempenho mecânico das composições, do MFI como indício da massa molar das composições e da atividade pró-oxidante dos aditivos, microscopia ótica para verficar a presença de microtrincas, dos ensaios de biodegradação solo simulado para avaliar a capacidade de oxibiodegradação das amostras. Por fim, utilizou-se das análises de FTIR das composições para caracterizar as amostras e avaliar os efeitos da degradação indizidos pela exposição das amostras ao envelhecimento acelerado. Resultados: Dos resultados dos ensaios de MFI observou-se que a adição de poliacetal não teve uma mudança significativa na fluidez das formulações, possivelmente, por não ter ocorrido a iniciação da degradação do polímero e consequentemente alterado o tamanho das macromoléculas. Já as amostras que contem d2w tiveram um expressivo aumento na fluidez, provavelmente devido ao efeito de degradação promovido pelo aditivo, o que pode ser comprovado também pela coloração amarelada das amostras que contem este aditivo. Pelo FTIR foi possível constatar que nem o POM nem o d2w iniciaram atividade pró-oxidante. Dos resultados mecânciso, observou-se que a incorporação de POM teve influência negativa nas propriedades de resistência à tração na ruptura e no alongamento na ruptura das composições estudadas. Para as amostras que continham d2w a composição que obteve um melhor desempenho é a que contem 1% deste aditivo na composição. Conclusão: Do ensaio mecânico as formulações que continham POM tiveram uma significativa queda das propriedades mecânicas avaliadas o que não seria esperado visto que o POM é um polímero de engenharia com excelente propriedade de resistência a tração na ruptura, da ordem de 60 MPa. O aditivo d2w mostrou-se capaz de iniciar e propagar a degradação das composições sendo a composição com 1% de d2w a que obteve melhores resultados.