Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Desenvolvimento e caracterização de nanocompósitos de Polietileno de Baixa Densidade/Ecovio® /argila bentonita
Derval dos Santos Rosa, Daniela Figueredo

Última alteração: 2011-09-19

Resumo


Introdução

O polietileno de baixa densidade (PEBD) pode ser suscetível à (bio)degradação quando em presença de compostos biodegradáveis naturais ou sintéticos e pode ter este processo acelerado com a adição de argilominerais montmoriloníticos, como a bentonita.

Neste estudo, composições com PEBD, Ecovio® (uma blenda biodegradável de PLA e PBAT) e bentonita foram investigadas.

Objetivos

Avaliar a influência do Ecovio® e da bentonita sobre as propriedades físico-químicas do PEBD bem como sua (bio)degradabilidade.

Metodologia

Seis composições de PEBD contendo 0%, 10% e 30% de Ecovio® e 0% e 3% de bentonita foram preparadas por meio de extrusão tubular para obtenção de filmes. A bentonita foi caracterizada por difração de raios-X, ao passo que as composições foram submetidas a ensaios mecânicos (ASTM D-882), índice de fluidez (ASTM D-1238), espectroscopia na região do infravermelho e envelhecimento em solo simulado (ASTM D-5338).

Resultados e discussão

O difratograma revelou que a distância interplanar do plano 001 (em 2q = 5,02) da bentonita equivalia a 1,76 nm, o que corresponde a um aumento de aproximadamente 26% em relação ao valor relatado pela literatura. Tal acréscimo pode ser atribuído à intercalação das moléculas do sal quaternário de amônio às lamelas da bentonita. A difração de raios-X, ainda, detectou a presença de quartzo e caulinita na composição da argila.

O índice de fluidez dos nanocompósitos e das misturas poliméricas aumentou quadraticamente em função da concentração de Ecovio®. O aumento deste parâmetro é um indício de maior suscetibilidade das composições à degradação possivelmente devido a pouca quantidade de regiões cristalinas.

Nos ensaios mecânicos, verificou-se que as misturas poliméricas e os nanocompósitos apresentaram comportamentos bem distintos nas propriedades avaliadas (resistência à tração na ruptura, alongamento na ruptura e módulo de Young). Tais resultados sugerem que pode haver imiscibilidade e incompatibilidade entre os polímeros e que a bentonita deve ter interagido preferencialmente com um deles.

A espectroscopia na região do infravermelho revelou picos em 1463 e entre 3000 – 3600 cm-1 que são característicos de argilas organofílicas.

Por meio do envelhecimento em solo simulado verificou-se que não houve variação de massa em nenhuma das composições, possivelmente devido ao encapsulamento do Ecovio® pelo PEBD ou pelas condições inadequadas de ensaio.

Conclusão

O aumento da concentração do Ecovio favoreceu a degradação dos nanocompósitos, sendo que se observou nestes uma leve imiscibilidade e incompatibilidade.