Sistema de Submissão de Resumos, I Encontro de Iniciação Científica - 2011 (ENCERRADO)

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Fabricação e caracterização físico-química e biológica de filmes de látex natural produzidos através da técnica LbL em spray
Mariselma Ferreira, Christiane Pinto Davi, Luiz Fernando Magri Dias Galdino

Última alteração: 2011-09-26

Resumo


Introdução: A capacidade de construir filmes finos layer-by-layer (LbL) sobre uma variedade de superfícies tem múltiplas aplicações biomédicas. Isto pode melhorar a biocompatibilidade e reduzir a resposta imunológica. Por meio do método de automontagem pode-se obter uma película de material com estrutura organizada em nível molecular e com espessuras que variam de nanômetros a milímetros, dependendo do material empregado. Estudos anteriores mostraram que filmes LbL de látex natural podem induzir proliferação celular, mantendo sua atividade por até 21 dias. Objetivos: Foram produzido filmes finos automontados de látex pela técnica de spray, que pode ser usada como alternativa para produção em larga escala para verificar se o uso de enxágüe altera a confecção dos filmes. Por meio de ensaios físico-químicos foram avaliadas as propriedades destes materiais. Metodologia: foram automontados filmes finos de Cloridrato de Polialilamina/Látex (PAH/Látex) e Polietilenimina/Látex (PEI/Látex) sobre substratos de quartzo, mica, vidro e ouro para avaliações de crescimento em espessura a medida que foram automontados, rugosidade, hidrofilicidade e degradação em solução tampão fosfato. Resultados: É possível inferir que filmes de PEI/Látex e PAH/Látex spray feitos sem enxágüe são iguais em relação a absorbância do material depositado. Entretanto, com enxágüe estes filmes deixam de ser idênticos e os filmes de PAH/Látex mostram maior absorbância que PEI/Látex. O processo de enxágüe influência a deposição dos filmes com PEI e aparentemente não altera a deposição dos filmes com PAH. Em geral, tanto para filmes de PAH/Látex e PEI/Látex com e sem enxágüe observa-se um aumento na rugosidade média à medida que o número de bicamadas é incrementado e observado na análise por microscopia de força atômica (AFM). Este fenômeno está associado a quantidade de material agregado que aumenta com o aumento do número de bicamadas dos sistemas. Em geral, tanto para filmes dos sistemas de PEI/Látex e PAH/Látex observou-se uma elevação do ângulo de contato a medida que as camadas foram sendo depositadas. Há relação entre ângulo de contato e as rugosidades. O ar pode ficar preso nas irregularidades da superfície ocasionando um molhamento heterogêneo. Para os sistemas PAH/Látex e PEI/Látex em degradação observou-se um aumento da absorbância em relação ao início do ensaio e depois houve a manutenção de um platô até o décimo segundo dia indicando que os filmes ainda não foi totalmente degradado. Conclusão: Foi possível empregar a técnica de LbL em spray para a construção de filmes finos de PAH/Látex e PEI/Látex de forma rápida e barata.